Médicos apontam que medo da reposição hormonal na menopausa supera riscos reais
Uso de estrogênio associado à progesterona combate ondas de calor e insônia
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Médicos especialistas afirmam que o receio das pacientes em relação à terapia hormonal da menopausa é desproporcional aos riscos reais do tratamento. A reposição de hormônios, recomendada durante o climatério e o período pós-menopausa, é apontada pela comunidade médica como a intervenção mais eficaz para controlar alterações decorrentes da queda hormonal repentina.
A menopausa provoca a diminuição brusca dos níveis de estrogênio no organismo feminino, o que desencadeia sintomas intensos como ondas de calor repentinas, suores noturnos, insônia, secura vaginal e oscilações no estado emocional. O tratamento atua diretamente na reposição dessas substâncias, devolvendo o bem-estar e a qualidade de vida a pacientes que sofrem impactos severos na rotina diária.
A relação entre a terapia hormonal e o risco oncológico depende do histórico clínico e dos órgãos preservados da mulher. No caso do endométrio, tecido que reveste o útero, o estrogênio administrado isoladamente pode elevar as chances de tumor, motivo pelo qual os médicos associam a progesterona como proteção. Já em relação ao câncer de mama, a prescrição exige avaliação individualizada sobre a sensibilidade tumoral antes do início das doses.
A recomendação atual dos ginecologistas é que cada mulher passe por uma triagem clínica detalhada antes de optar pelo tratamento, avaliando o equilíbrio entre o alívio imediato dos desconfortos e as contraindicações específicas de saúde.
Com informações de UOL, BBC News Brasil, Terra, Google Notícias e Folha.
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