México fecha seis lagos artificiais em Mérida após morte causada por ameba
Medida sanitária em Yucatán ocorreu depois do óbito de instrutor de esportes aquáticos infectado pelo parasita, cuja letalidade chega a 97%
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Autoridades sanitárias do México interditaram seis lagos artificiais em Mérida, capital do estado de Yucatán, após confirmarem a contaminação da água pela ameba Naegleria fowleri, conhecida popularmente como "comedora de cérebro". A decisão ocorreu após a morte de um instrutor de wakeboard de 33 anos, vítima de meningoencefalite amebiana primária, uma infecção cerebral rara e de rápida evolução provocada pelo microrganismo.
O episódio representa a primeira morte registrada pela doença em Yucatán, polo turístico mexicano conhecido internacionalmente por suas praias e cenotes, que são poços naturais de água doce. Embora os casos em humanos sejam considerados raros, a taxa de letalidade da infecção chega a 97%, o que levou a Secretaria de Saúde local a proibir qualquer atividade recreativa ou contato direto com a água nos locais analisados.
Ao todo, especialistas examinaram nove reservatórios em áreas de lazer e complexos esportivos do município e detectaram a presença do parasita em seis deles. Foram afetados o lago onde a vítima trabalhava, no centro comercial Plaza La Isla, duas lagoas no empreendimento Cabo Norte e reservatórios situados no Gran Parque La Plancha, no Parque Ecológico del Poniente e no Zoológico del Centenario. Os parques permanecem em funcionamento normal para visitação terrestre, mas técnicos instalaram grades de isolamento e avisos para impedir a entrada na água.
A Naegleria fowleri é um organismo unicelular termófilo, que prolifera em águas doces mornas e sem o tratamento químico adequado. O contágio não ocorre pela ingestão da água, mas pela aspiração nasal durante mergulhos ou esportes náuticos de impacto, momento em que o parasita pode alcançar o cérebro através do nervo olfatório.
Diante do diagnóstico, o secretário de Saúde de Yucatán, Alberto Alcocer, determinou a ampliação da vigilância sanitária em toda a região e recomendou que moradores e visitantes evitem o banho em reservatórios artificiais não monitorados. As autoridades locais mantêm inspeções contínuas da qualidade da água e afirmaram que os lagos só terão o acesso reavaliado após novos laudos técnicos que garantam a eliminação de riscos biológicos.
Com informações de UOL, Google Notícias, Terra e O Antagonista.
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