Sábado, 17 de outubro de 2026
Saúde

Primeiro exame de sangue para diagnóstico de Alzheimer chega ao Brasil

Teste da proteína p-tau217 custa cerca de R$ 3 mil na rede privada e não tem data para oferta no SUS

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Estruturas celulares ligadas ao Alzheimer
Células do sistema nervoso central e placas associadas à doença de Alzheimer · Foto: Nicocapelo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O primeiro exame de sangue para auxiliar no diagnóstico da doença de Alzheimer registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a ser oferecido no Brasil nesta quinta-feira (15), pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).

A novidade agiliza a confirmação diagnóstica ao substituir procedimentos invasivos por uma coleta sanguínea simples, mas o acesso ainda é restrito à rede privada, ao custo médio de R$ 3 mil por paciente. No Sistema Único de Saúde (SUS), não há qualquer data prevista para a chegada do teste, já que o Ministério da Saúde informou que a tecnologia ainda não foi submetida à análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), etapa indispensável para a oferta pública gratuita.

O exame atua por meio da dosagem da proteína p-tau217, uma variante modificada da proteína tau presente nas células nervosas, cuja concentração no sangue acompanha o acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro. Por detectar um indício indireto e biológico desse processo celular, o resultado não quantifica a demência de forma isolada nem pode ser utilizado como rastreio preventivo para indivíduos sem sintomas. Segundo o pesquisador Eduardo Zimmer, líder da Unidade de Neurociência da instituição hospitalar gaúcha, cerca de 15% a 20% das análises laboratoriais apresentam resultados inconclusivos, situação em que o médico assistente deve requisitar exames médicos complementares.

Com o início da realização dos testes na capital gaúcha e a previsão de expansão para outros laboratórios particulares credenciados, o exame passa a compor o arsenal clínico de neurologistas para investigar casos de perda cognitiva em estágio inicial. O próximo passo para a eventual democratização do procedimento no país dependerá da apresentação formal de dados de custo e eficácia pelos fabricantes à Conitec para deliberação governamental.

Com informações de Veja, G1, Google Notícias, Estado de Minas, A Tarde (BA) e Exame.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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