Sábado, 03 de outubro de 2026
Mundo

Milhares vão às ruas em Madri contra crise de moradia na Espanha

Protestos pedem greve geral após oposição derrubar decretos do governo; chuva cancelou atos em outras cidades

Pedro Sánchez
Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha · Foto: Dr. Thomas Liptak / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 70 mil pessoas participaram de uma manifestação em Madri, neste sábado (3), em meio a protestos que se espalharam por cerca de 50 cidades espanholas, para exigir soluções imediatas à crise de habitação que atinge a Espanha, estimativa feita pelo governo, enquanto o Sindicato dos Inquilinos projetou até 500 mil pessoas. Protestos similares previstos para Barcelona e L'Hospitalet de Llobregat precisaram ser cancelados devido às fortes chuvas.

A mobilização ganha força após a oposição no parlamento espanhol derrubar dois decretos elaborados pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez. As medidas vetadas previam a proibição de despejos de inquilinos vulneráveis até 2030, regras mais duras para aluguéis de curto prazo e o congelamento do valor de contratos em vigor por dois anos. Para os opositores, o pacote restringiria o mercado e não resolveria a falta de imóveis, e a iniciativa acabou derrubada por votos de legendas de direita e extrema direita, como o Partido Popular e o Vox.

A indignação popular tem sido alimentada por episódios emblemáticos, como a recente ordem de despejo de uma idosa de 87 anos na capital espanhola, e moradores temem ter que sair da cidade ao não conseguirem arcar com aluguéis que chegam a mil euros para apartamentos pequenos. Durante o ato de sábado, manifestantes exibiram cartazes, cobraram a convocação de uma greve geral e afirmaram que a mobilização popular tem mais força que as ações políticas recentes. Diante do impasse político e da pressão nas ruas, a imprensa local aponta que Sánchez poderá ser forçado a convocar eleições antecipadas no país.

Com informações de UOL e Folha.

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