Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Brasil

MP denuncia diretoria de torcida do Bahia por tortura e formação de quadrilha

Policial militar integra grupo preso por aplicar supostas correções internas com requintes de violência

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou judicialmente o presidente da torcida organizada Bamor, Matheus Pires Castro, bem como sete de seus diretores e até um policial militar por tortura e formação de quadrilha armada na sexta-feira (2). O documento de acusações se ampara nas provas geradas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Os indiciamentos ilustram o domínio pelo medo que gangues exerciam até pouco tempo nos estádios e arquibancadas locais. Segundo as páginas da investigação baiana, a estrutura hierárquica formava um tribunal paralelo brutal para torturar associados acusados, sem provas, de saquear os recursos recolhidos pela organização vinculada ao Bahia.

Com o propósito de forçar que membros inocentes confessassem ter roubado, os suspeitos efetuaram punições severas ainda em julho de 2026. Além da figura presidencial, a Justiça detém preventivamente cargos que iam das finanças ao setor de marketing, passando até pelos batedores da bateria, que foram descobertos no âmbito de varredura policial apelidada de "Operação Inquisição".

A força-tarefa cumpriu quinze buscas nos domicílios desde o fim do mês de setembro, colhendo o material final. Os denunciados encontram-se temporariamente sem liberdade no Complexo Penitenciário de Mata Escura, que abriga os presidiários nos limites de Salvador, aguardando que o judiciário agende e dê prosseguimento penal ao inquérito.

Com informações de ge.globo e G1.

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