Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Ministros do TSE apontam relação com o STF como maior desafio às vésperas das eleições

Corte contorna receios iniciais com inteligência artificial, avalia banir réus por crime organizado e foca em manter a paz institucional

Kassio Nunes Marques
TSE reúne influenciadores digitais em estratégia contra desinformação nas redes Corte recebeu 15 criadores de conteúdo, que alcançam 45 milhões de seguidores, para imersão sobre segurança e auditabili · Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

A manutenção da harmonia com o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser vista como o maior desafio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026. Em avaliações reservadas, integrantes da Corte eleitoral revelaram que as tensões e os atritos institucionais com o tribunal vizinho superam outros riscos monitorados ao longo das campanhas políticas.

O cenário ganhou forma após a Justiça Eleitoral considerar controladas outras ameaças que geravam forte apreensão no início do ano. Os temores envolvendo o uso de avatares com inteligência artificial pelas candidaturas — os chamados "deep fakes" — e suspeitas de interferências externas no país foram barrados com resoluções rígidas da Justiça e cooperações diretas com as redes sociais para moderar os conteúdos políticos.

Agora, além da testagem e emissão da verificação de integridade dos sistemas eleitorais comandada no fim de semana pelo ministro Kassio Nunes Marques, o TSE se concentra em julgar processos que fecham o cerco contra a criminalidade. Ministros sinalizam a adoção de regras mais restritas que as estabelecidas pela Lei da Ficha Limpa, com o indicativo de que negarão o registro a candidatos investigados que sejam réus por ligação direta com grupos do crime organizado, mesmo sem que haja condenação definitiva.

Com informações de Estadão e Poder360.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise