Sábado, 03 de outubro de 2026
Economia

Presidenciáveis evitam detalhar propostas para conter dívida pública

Embora concordem com a necessidade de um ajuste fiscal, principais candidatos divergem sobre corte de gastos e escala de trabalho.

A poucas horas da abertura das urnas, as campanhas dos principais candidatos à Presidência da República terminaram a corrida eleitoral sem detalhar como pretendem conduzir a política econômica e conter o avanço da dívida pública do país. O espaço para os debates estruturais sobre a economia foi ofuscado pela repercussão de crises e escândalos políticos ao longo dos últimos meses.

As candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) convergem no diagnóstico de que o próximo governo precisará promover um ajuste fiscal. Todos concordam, de forma geral, sobre a necessidade de reduzir isenções de impostos e ampliar as concessões em obras de infraestrutura.

No entanto, as omissões e discordâncias aparecem na hora de definir o tamanho desse corte de gastos e onde ele será executado. Os presidenciáveis têm evitado aprofundar suas posições sobre propostas que afetam o bolso dos trabalhadores e das empresas, como as regras da Previdência, o limite de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEI) e a polêmica redução da escala 6x1.

No lugar de planos econômicos estruturados, a campanha de 2026 acabou monopolizada por denúncias de fraudes no INSS e pela crise institucional envolvendo o Banco Master. O próximo ocupante do Palácio do Planalto terá de decidir rapidamente se manterá o atual teto de gastos do governo com pequenos acertos ou se enviará ao Congresso novos limites e metas de despesas.

Com informações de UOL e Folha.

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