Sábado, 03 de outubro de 2026
Economia

Reajuste de 15% no Bolsa Família terá custo fiscal bilionário até 2027

Valor mínimo por família salta de R$ 600 para R$ 691 neste mês e pagamentos têm início no dia 19

Cartões do Bolsa Família
Exibição de cartões antigos do programa · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A decisão de aplicar um reajuste de 15,04% sobre as parcelas do Bolsa Família passará a valer efetivamente a partir do ciclo de pagamentos que inicia na segunda-feira, 19 de outubro. Ao mesmo tempo em que fortalece a renda mínima das 19,3 milhões de famílias participantes, a mudança trará impactos diretos e crescentes para as contas do governo, com um custo fiscal orçado em R$ 5,8 bilhões para o ano de 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.

Essa elevação expõe a disputa fiscal atual, uma vez que injetar recursos no auxílio encarece o peso da política assistencial dentro de um orçamento federal já apertado. A medida foi projetada com base na recomposição inflacionária acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, ditada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Com o cálculo consolidado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o valor mínimo do programa deu um salto e passou da faixa dos R$ 600 para R$ 691. A regra também passou a prever o repasse de R$ 164 por cada pessoa registrada que resida na casa atendida pela iniciativa federal.

As alterações confirmam que o valor médio recebido pelos beneficiários, no geral, subirá de R$ 675 para R$ 777. Os depósitos de outubro vão ocorrer progressivamente até o dia 30, e é requisito principal estar com os dados no Cadastro Único consistentes para receber o socorro financeiro.

Com informações de Exame e Money Times.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise