Destino da PEC sobre o fim da escala 6x1 no Senado passa pelo resultado da eleição
Com apoio majoritário nas pesquisas, a proposta de redução de jornada entrou na disputa política entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
O futuro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas aguarda o desfecho do primeiro turno das Eleições 2026 para ganhar tração no Congresso. A matéria tramita no Senado Federal, mas o avanço do texto, que não apresenta cortes nos salários, transformou-se em uma decisão puramente política vinculada à força do próximo presidente do país.
A pauta mexe de forma profunda com o cotidiano dos trabalhadores e goza de apoio expressivo na sociedade. Levantamentos informais realizados por institutos de pesquisa estimam que entre 70% e 80% da população seja favorável à alteração legislativa. No entanto, o debate dividiu os líderes e fez com que a presidência do Senado segurasse temporariamente o texto nas gavetas da Casa.
As visões sobre o mercado de trabalho expõem posturas opostas entre os presidenciáveis. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem patrocinado abertamente a aprovação da PEC, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) assumiu posição contrária à matéria, em sinalização ao empresariado. Segundo análise do jornalista Leonardo Sakamoto, do UOL, a força política que se consolidar nas urnas determinará qual bloco ditará a mudança, ou não, da jornada trabalhista.
Com informações de UOL e Reddit.
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