Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Destino da PEC sobre o fim da escala 6x1 no Senado passa pelo resultado da eleição

Com apoio majoritário nas pesquisas, a proposta de redução de jornada entrou na disputa política entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O futuro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas aguarda o desfecho do primeiro turno das Eleições 2026 para ganhar tração no Congresso. A matéria tramita no Senado Federal, mas o avanço do texto, que não apresenta cortes nos salários, transformou-se em uma decisão puramente política vinculada à força do próximo presidente do país.

A pauta mexe de forma profunda com o cotidiano dos trabalhadores e goza de apoio expressivo na sociedade. Levantamentos informais realizados por institutos de pesquisa estimam que entre 70% e 80% da população seja favorável à alteração legislativa. No entanto, o debate dividiu os líderes e fez com que a presidência do Senado segurasse temporariamente o texto nas gavetas da Casa.

As visões sobre o mercado de trabalho expõem posturas opostas entre os presidenciáveis. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem patrocinado abertamente a aprovação da PEC, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) assumiu posição contrária à matéria, em sinalização ao empresariado. Segundo análise do jornalista Leonardo Sakamoto, do UOL, a força política que se consolidar nas urnas determinará qual bloco ditará a mudança, ou não, da jornada trabalhista.

Com informações de UOL e Reddit.

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