Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Presidenciáveis focam Bolsa Família em campanhas sem apresentar inovações

Benefício sofreu reajuste a poucos dias do pleito em meio à disputa eleitoral acirrada no país.

O programa social Bolsa Família se consolidou como um dos temas centrais das campanhas para a Presidência da República nas eleições de 2026. A 17 dias da votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um aumento de 15% no benefício, elevando o valor mínimo pago às famílias de R$ 600 para R$ 691, em resposta ao crescimento do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais.

O debate ganha relevância pelos impactos diretos na renda de cerca de 20 milhões de famílias atendidas e na sua influência sobre o voto da população de baixa renda. As discussões definirão as regras de acesso e os valores que os beneficiários receberão a partir do próximo ano, dependendo de quem for eleito.

Apesar de ser foco das campanhas, os principais candidatos não apresentam propostas inéditas para o programa. O atual presidente promete manter e aprimorar o benefício, mas não detalha como fará isso em um possível quarto mandato. Já os candidatos da oposição concentram seus discursos em incentivar a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho formal ou no empreendedorismo.

O Bolsa Família, criado no primeiro mandato de Lula em 2003, é frequentemente criticado por opositores sob o argumento de que gera dependência do Estado. No entanto, pesquisas de instituições como a Fundação Getulio Vargas apontam a eficácia do programa em promover a mobilidade social. O próximo passo da disputa eleitoral envolve os debates na reta final, onde os candidatos tentarão consolidar o apoio dos eleitores beneficiados.

Com informações de UOL e Folha.

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