Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Meta fatura R$ 236 milhões com anúncios políticos no 1º turno das eleições

Receita da dona do Facebook e Instagram cresce 82% em comparação com toda a campanha de 2022. Flávio Bolsonaro lidera os gastos.

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Meta, empresa responsável por plataformas como o Facebook e o Instagram, registrou uma receita de pelo menos R$ 236 milhões com a venda de propaganda eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026 no Brasil. Os números baseiam-se nos dados preliminares das prestações de contas entregues pelos partidos e candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O resultado reforça a dependência cada vez maior das campanhas pelas redes sociais para alcançar os eleitores, o que muda a dinâmica de distribuição de verbas dos partidos. O valor investido neste ano já é 82% maior do que os R$ 129 milhões que a Meta faturou somando os dois turnos de toda a eleição de 2022.

De acordo com o levantamento inicial, o candidato que mais injetou recursos nas plataformas digitais da empresa foi o senador Flávio Bolsonaro (PL), com cerca de R$ 5 milhões destinados a anúncios virtuais de sua campanha à Presidência. Logo atrás no ranking de gastos da Meta estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, ambos com aproximadamente R$ 3 milhões investidos cada um.

Pela terceira eleição consecutiva, a Meta se consolida como a empresa privada que mais atrai o dinheiro dos fundos eleitorais e de doações pelo país. Como os políticos ainda têm prazo para atualizar os balanços financeiros enviados à Justiça Eleitoral nos próximos dias, a expectativa é que o montante destinado às gigantes de tecnologia cresça quando as contas forem finalmente consolidadas.

Com informações de Veja, Poder360 e Exame.

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