Sábado, 03 de outubro de 2026
Tecnologia

Candidatos planejam atrair mais data centers ao Brasil enquanto EUA rejeitam avanço

Uso de energia limpa é a principal aposta para transformar o país num polo global de servidores de nuvem e inteligência artificial.

A explosão global na construção de gigantescos data centers se tornou um tema prático de campanha no Brasil, com os candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas prometendo reduzir impostos e criar polos para atrair a infraestrutura das empresas de tecnologia. O esforço vai na contramão do que acontece nos Estados Unidos, país que domina amplamente o setor, mas onde tem crescido uma intensa onda de protestos contra a abertura de novos complexos perto de centros habitados.

A urgência por atrair esses servidores físicos possui um pilar financeiro importante: hoje, o Brasil envia para fora do país a maior parte do dinheiro de processamento que precisa. A Associação das Empresas de Tecnologia (Brasscom) indica que o país encerrou o ano de 2025 com um déficit de US$ 8 bilhões apenas na balança comercial de serviços em nuvem. Sediar os galpões de dados em solo nacional reteria os bilhões enviados ao exterior e criaria novas receitas nos estados.

O que gera rejeição dos moradores no exterior e soa como oportunidade competitiva para o Brasil é a imensa sede de eletricidade desses complexos, impulsionada pelos laboratórios de inteligência artificial. Os Estados Unidos lideram o segmento global com mais de 4.700 centros de dados, mas a energia que abastece e esfria a maioria das instalações é proveniente da queima de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural, o que degrada o meio ambiente em nível local.

Em contrapartida, o Brasil figura na modesta 12ª posição do ranking global, com apenas 218 galpões, e acredita que pode absorver a demanda reprimida norte-americana. Pelo fato de a eletricidade brasileira ser majoritariamente renovável, gerada por rios e vento, o ambiente climático e de imagem torna-se ideal para as gigantes de software cumprirem suas promessas de zero poluição enquanto expandem suas operações computacionais de alto rendimento.

Com informações de G1 e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise