Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro não recebe doações diretas dos grandes financiadores de Jair

Empresários de destaque, como Luciano Hang, mudaram sua rota na hora de doar para as eleições legislativas deste ano e esvaziaram caixas

Senador Flávio Bolsonaro discursa no Senado Federal
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A lista de balanço financeiro demonstrou que os principais empresários dispostos a contribuir em altas quantias para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 não despenderam esforços diretos em prol do senador Flávio Bolsonaro nestas eleições mais recentes.

O esfriamento no ímpeto dos gigantes do bolsonarismo representa a fragmentação atual do suporte financeiro direto à tradicional dinastia familiar. Ao invés de garantirem cheques expressivos a Flávio nas urnas, grandes nomes diluíram o caixa, o que ressalta a clara preferência momentânea pelo apadrinhamento capilarizado de vereadores e prefeitos que constroem a base local paulista.

O principal remetente financeiro aos cofres da campanha de Jair no passado distante havia sido Fabiano Zettel, totalizando cerca de R$ 3 milhões; no entanto, um auxílio em idênticas escalas na atual janela virou impossível uma vez que ele permanece preso pelas atuações na conturbada estrutura do Banco Master. Além do envolvimento legal dele, Salim Mattar, ex-secretário oficial do último governo e dono da Localiza, descartou aportes milionários ao sucessor depois de doar cerca de R$ 1,8 milhão antes.

Até mesmo Luciano Hang, das lojas Havan, o maior expoente visual a injetar milhões no pai da dinastia, optou por uma rota cautelosa. Sem mandar repasses nominais à candidatura do parlamentar eleitoralista, optou somente pela pulverização menor junto a alguns prefeitáveis específicos ao longo desta rodada eleitoral.

Com informações de UOL e Folha.

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