Domingo, 11 de outubro de 2026
Brasil

Morte de jovem com 27 tiros por PMs levou quase 6 horas para ser avisada ao DHPP em SP

Vítima segurava celular confundido com arma, e policiais militares foram afastados das ruas pela Secretaria da Segurança

A Polícia Militar demorou quase seis horas para comunicar ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, atingido por 27 disparos efetuados por policiais na madrugada de sábado (10), no bairro de Moema, na zona sul de São Paulo.

O caso reforça as cobranças de entidades de direitos humanos e órgãos correcionais sobre a transparência em ocorrências com civis mortos por forças estaduais de segurança, já que o DHPP é o órgão especializado responsável por assumir a preservação imediata da cena do crime e liderar as perícias técnicas.

De acordo com o registro policial, os agentes envolvidos afirmaram que o jovem estaria alterado e que confundiram o telefone celular que ele segurava com uma arma de fogo. O aparelho foi localizado pelos peritos no chão, ao lado dos pés da vítima, enquanto o corpo do rapaz permaneceu na Alameda dos Guaramomis por pelo menos oito horas até ser removido por funcionários do Instituto Médico Legal (IML). A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que os policiais militares foram afastados do patrulhamento operacional, tiveram as armas recolhidas e responderão a um Inquérito Policial Militar (IPM), além de terem as gravações das câmeras operacionais corporais analisadas.

O inquérito da Polícia Civil e o procedimento militar prosseguem com a oitiva de testemunhas e a análise dos laudos balísticos e necroscópicos para determinar a responsabilidade penal dos agentes, enquanto a secretaria estadual não esclareceu o motivo do atraso no aviso à delegacia de homicídios.

Com informações de UOL e Folha.

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