Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Nobel da Paz a Navi Pillay recebe críticas de Israel e elogios de órgãos da ONU

Jurista sul-africana liderou investigação que apontou genocídio em Gaza; governo israelense diz que premiação legitima ódio contra o país

Navi Pillay
A jurista sul-africana Navi Pillay · Foto: Wayamo Foundation / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O anúncio da entrega do Prêmio Nobel da Paz de 2026 à renomada jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, divulgado na manhã desta sexta-feira (9), gerou reações intensas e imediatas pelo globo: do repúdio de fortes críticas do governo de Israel às celebrações calorosas da Organização das Nações Unidas (ONU).

As repercussões opostas estão diretamente ligadas ao trabalho recente da laureada. Pillay chefiou a comissão de inquérito da própria ONU que concluiu, em um relatório detalhado no ano passado, que o Estado de Israel estava cometendo o crime de genocídio dentro da Faixa de Gaza. Por causa desse histórico investigativo, o Ministério das Relações Exteriores israelense atacou o prêmio no X (antigo Twitter), afirmando que a premiação "legitima o ódio" e que o propagandista do antigo regime nazista, Joseph Goebbels, "certamente está aplaudindo do inferno".

Por outro lado, organizações de alcance global saíram em defesa da homenageada e comemoraram o destaque. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, cargo antes ocupado pela sul-africana, qualificou a vitória, na voz de Volker Türk, como um autêntico "momento de orgulho" para o movimento mundial de proteção civil.

No seu primeiro discurso logo após saber que foi coroada, Pillay usou do espaço para ironizar a surpresa de ser premiada por dizer fatos e apontou que não precisaria ser considerada "corajosa" por simplesmente falar verdades expostas na última investigação sobre Gaza. Ela ainda brincou com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sobre dividir a medalha de forma sarcástica. A honraria milionária será entregue em Oslo na tradicional cerimônia de fim de ano.

Com informações de Infobae, Folha, Estadão e RTP Notícias (Portugal).

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