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Política

Nunes Marques suspende canal Exército do Lula e adverte sobre punição

Decisão da corte eleitoral exige cadastro formal do grupo de 3,7 milhões de membros criado pelo deputado André Janones

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Kassio Nunes Marques
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE · Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13), em Brasília, a suspensão do canal de WhatsApp "Exército do Lula" até que a página seja regularizada perante a Justiça Eleitoral.

A medida atinge diretamente uma das principais ferramentas digitais de mobilização ligadas à campanha petista, que reúne cerca de 3,7 milhões de inscritos, e estabelece que eventuais desrespeitos às normas eleitorais poderão resultar em punições diretas tanto à coligação partidária quanto ao próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão ocorre após um conflito interno no tribunal ao longo dos últimos dias. No domingo (11), Nunes Marques havia mandado tirar o canal do ar após pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), sob a justificativa de que o grupo compartilhava conteúdos já classificados como falsos pela corte. No mesmo dia, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, havia autorizado a retomada do funcionamento da página em outro processo. Na segunda-feira (12), a equipe técnica do TSE informou nos autos não ter localizado as postagens apontadas na ação, mas ressalvou a hipótese de exclusão prévia pelos administradores.

Ao restabelecer o bloqueio nesta terça-feira, Nunes Marques afirmou que a responsabilização pelo uso indevido do canal será apurada nos procedimentos adequados do tribunal. Segundo o magistrado, a apuração incluirá não apenas o administrador do grupo, o deputado federal André Janones (Rede-MG), mas também os candidatos beneficiados e a respectiva coligação, que tinham a obrigação de registrar formalmente a ferramenta com endereço físico.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi procurada pelos veículos de imprensa para comentar a nova determinação do presidente do tribunal, mas não respondeu aos pedidos de posicionamento até a publicação desta reportagem.

Para voltar a operar legalmente, o canal precisará cumprir as exigências formais de regularização e registro estipuladas pelo tribunal, enquanto a área técnica da corte segue com a análise de possíveis infrações cometidas no compartilhamento de mensagens.

Com informações de Veja, Revista Oeste, Gazeta do Povo, Estadão, UOL e Brasil de Fato.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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