Operação resgata 67 trabalhadores de usina de cana em situação análoga à escravidão
Eles eram intermediados por 'gatos' e receberam promessas falsas de pagamento e acomodação
Uma ação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 67 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma usina de etanol da Lagos Bioenergia, localizada em Cabo Frio, a cerca de 150 quilômetros do Rio de Janeiro. A operação determinou a paralisação imediata das atividades de corte manual de cana-de-açúcar.
De acordo com os auditores fiscais, o grupo, formado por trabalhadores de estados do Nordeste e de Minas Gerais, enfrentava jornadas exaustivas de 12 a 15 horas. Nos alojamentos isolados, dividiam espaços com roedores e insetos, não tinham chuveiros quentes nem alimentação adequada — as marmitas costumavam ser consumidas no chão, sob o sol forte.
A contratação irregular era feita através de intermediários, conhecidos como "gatos", e os trabalhadores relataram atrasos e cortes nos pagamentos em relação ao valor prometido no recrutamento. Após o resgate, a empresa foi obrigada a quitar as verbas rescisórias e custear as viagens de retorno dos cortadores aos seus estados de origem, que começaram na quarta-feira (30).
Com informações de G1 e Folha.
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