Oposição tenta formar governo em Israel enquanto Netanyahu articula apoios
Sem maioria absoluta nas eleições parlamentares, blocos rivais disputam as 61 cadeiras necessárias para indicar o novo primeiro-ministro
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Os líderes da oposição em Israel iniciaram reuniões nesta terça-feira (3) para articular uma coalizão capaz de eleger o ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot como primeiro-ministro, enquanto o atual premiê, Benjamin Netanyahu, tenta atrair novos parceiros para manter sua permanência no cargo.
O desfecho da disputa definirá a liderança política e militar do país em meio à instabilidade no Oriente Médio, exigindo que um dos lados reúna ao menos 61 das 120 cadeiras do Knesset, o parlamento israelense, para aprovar um gabinete.
A contagem eleitoral não garantiu vitória definitiva a nenhuma das correntes. O grupo conservador liderado pelo partido Likud, de Netanyahu, conquistou 53 assentos legislativos, enquanto a frente oposicionista agrupada em torno de Eisenkot obteve 48 vagas. A mesa de negociações da oposição reuniu figuras centrais da política nacional, como os ex-premiês Yair Lapid e Naftali Bennett, o esquerdista Yair Golan e o nacionalista Avigdor Liberman. Na entrada do encontro, Lapid acusou aliados de Netanyahu de tentarem colocar em dúvida a integridade das urnas.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará nesta quarta-feira (4) as consultas oficiais com as bancadas eleitas antes de determinar quem receberá a tarefa de formar a nova administração. Caso as negociações fracassem em alcançar o mínimo de 61 deputados, o país poderá ser conduzido a novas eleições legislativas.
Com informações de RFI Brasil e UOL.
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