Pacientes com câncer relatam demora da Anvisa na liberação de remédios importados
Trâmites alfandegários que duravam três dias chegam a levar semanas, e agência reguladora atribui atraso ao excesso de pedidos
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Pacientes com doenças oncológicas graves têm relatado atrasos de semanas na liberação de medicamentos importados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão federal responsável pela fiscalização sanitária na entrada do país.
A retenção das remessas coloca em risco a continuidade de tratamentos de saúde de alta complexidade em que a pontualidade na aplicação do fármaco é decisiva para a sobrevida do doente. Prazos de desembaraço que antes eram concluídos entre dois e três dias agora chegam a se arrastar por quase um mês, segundo especialistas e familiares afetados.
Um dos casos registrados é o do advogado Herberto Alfonso, de 58 anos, que depende da droga tebentafusp para conter a evolução de um melanoma com metástase hepática. O medicamento desembarcou no Brasil em 26 de setembro e, após o paciente recorrer à ouvidoria da agência e à Controladoria-Geral da União (CGU), ainda permanecia sem autorização alfandegária até esta terça-feira (13).
Procurada pelos veículos de imprensa, a Anvisa informou que o aumento no volume de solicitações de importação sobrecarregou a estrutura técnica da agência e gerou a lentidão na emissão das autorizações, e trabalha para normalizar os fluxos de trabalho.
Com informações de UOL e Folha.
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