Padrões nas asas de borboletas podem criar ilusão de ótica e enganar predadores
Estudo na revista Nature aponta que listras e movimentos confundem aves durante voo
As asas das borboletas podem ter uma função de defesa que vai além do deslocamento. Um estudo publicado na revista Nature sugere que a combinação entre os padrões dessas estruturas e seus movimentos forma sinais visuais enganosos. Isso dificultaria a ação de predadores ao avaliarem a velocidade e a direção dos insetos durante o voo.
De acordo com Jolyon Troscianko, professor da Universidade de Exeter e um dos líderes da pesquisa, os padrões nas asas interferem nos circuitos que detectam movimento. "As asas das borboletas são superfícies flexíveis que batem uma contra a outra e se afastam bruscamente, além de girarem para a frente e para trás, descrevendo um oito durante o voo", explicou. Esse processo torna o deslocamento para baixo mais visível do que para cima.
A pesquisa combinou filmagens em alta velocidade de borboletas reais, modelagem computacional e simulação de evolução para testar a hipótese. Troscianko observou que a estratégia pode ter sido decisiva para o sucesso evolutivo do grupo, embora as borboletas que menos usam essa ilusão, geralmente de cores marrons ou vermelhas, possam depender mais da camuflagem ou de avisos de toxicidade.
Com informações de Terra, G1, UOL e Folha.
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