Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Mundo

Para evitar queda, piloto ferido destravou cabine e pediu socorro a passageiros

A atitude proibida por códigos de segurança mundial de aviação salvou quase 200 vidas nos ares no episódio envolvendo seu parceiro como criminoso.

A escalada violenta orquestrada em um ambiente com alto grau de confinamento da aeronave Flydubai obteve seu desfecho não fatal porque o comandante indiano precisou desobedecer conscientemente uma de suas diretrizes protetivas mais rígidas ao voo. Smit Machchhar percebeu com grande lucidez mesmo já alvejado por facadas de seu ajudante na rota do Boeing 737 a Israel que sua derradeira decisão era remover a trava eletrônica e as portas para que socorro corresse pelo cockpit.

Essa ação não padronizada, adotada para o que o profissional chamou de "a última cartada", serviu a dezenas de israelenses presentes num raio com quase 180 cadeiras se espremerem pelo estreitamento do saguão do comissariado enquanto viam que os instrumentos e botões estavam cedendo ao mergulho da atmosfera. Machchhar comentou o terror vivenciado dentro de uma cama de terapia intensiva que lhe abrigava.

Todo o relato veio a público não mediante notas processuais, e sim partilhado no desenrolar de uma breve e pública videochamada para seu interlocutor na pátria mãe, respondendo pelas honrarias parabenizadas na gravação de Narendra Modi, premiê do seu próprio povo nativo com o qual expressou de que modo seu treinamento prévio evitou o que seria o extermínio. Ele citou ter encontrado calmaria num de seus símbolos de fé budista com invocações ao nome hindu de Hanuman.

Com informações de UOL, Folha e RTP Notícias (Portugal).

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