Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Cultura

Paul McCartney relembra atrito e diz que Lennon 'podia ser um idiota'

Em exibição de novo documentário em Los Angeles, o músico resgatou diferenças que ajudaram a separar a banda nos anos 1970.

Paul McCartney
O músico britânico Paul McCartney em apresentação · Foto: Wilnel José Verdú Guerrero / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Paul McCartney decidiu resgatar as memórias da época turbulenta após a separação dos Beatles, no início da década de 1970. Durante a exibição do recém-lançado filme "Man on the Run", ocorrida em Los Angeles, Estados Unidos, o cantor falou sobre sua relação com John Lennon e apontou as divergências criativas que o incomodaram.

A retrospectiva abre espaço para os fãs entenderem o clima pesado na música pop do período, mostrando que nem todos lidavam com as pressões profissionais da mesma maneira. Segundo McCartney, Lennon sempre foi visto como o mais politizado, enquanto ele tentava seguir em uma postura considerada mais solta e focada em construir a sua nova banda, a Wings.

Em um bate-papo conduzido pelo cineasta Judd Apatow, McCartney revelou que a cobrança que John fazia por uma abordagem mais intelectual acabou provocando atritos. "Ele esperava algo diferente de mim, e eu não estava fazendo isso. Eu estava apenas sendo irreverente. Sempre achei o John muito legal, e ainda acho. Mas ele podia ser um completo idiota em certas coisas", declarou.

Apesar da alfinetada, o músico justificou os sentimentos difíceis do ex-colega, assassinado em 1980 em Nova York. Ao defender Lennon, McCartney enfatizou que o vocalista havia tido muitos traumas familiares durante a infância, como o abandono pelo pai aos três anos de idade, o que o levava a ser mais rígido e cínico durante os anos de trabalho no estúdio.

Com informações de Rolling Stone Brasil e Terra.

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