Domingo, 11 de outubro de 2026
Ciência

Perda irregular de massa na morte do Sol pode desestabilizar planetas antes do esperado

Pesquisa aponta que ejeções episódicas de matéria estelar alteram órbitas de gigantes a gás

Sistema Solar
Ilustração artística com o Sol e os planetas em órbita · Foto: Ferfive / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A estabilidade gravitacional dos planetas que compõem o Sistema Solar pode ser desfeita até cem vezes mais rápido do que a ciência previa quando o Sol atingir o estágio final de sua vida útil. A descoberta foi detalhada em estudo aceito para publicação no periódico especializado The Astrophysical Journal Letters.

O trabalho altera a compreensão dos astrofísicos sobre a evolução estelar e o destino dos corpos celestes ao demonstrar que planetas gigantes gasosos correm o risco de ser ejetados em direção ao espaço interestelar. A expulsão pode acontecer logo nas primeiras fases da transição do Sol em direção ao estágio de anã branca, que é a sobra densa e fria de uma estrela que esgotou seu combustível nuclear.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade de Michigan identificaram o fenômeno ao cruzar dados do observatório espacial Gaia, operado pela Agência Espacial Europeia (ESA). Em vez de perder peso gradualmente ao longo de bilhões de anos, como previam as teorias tradicionais, a estrela passará por milhares de erupções episódicas, com cada evento descarregando quantidade equivalente a cerca de 33 massas terrestres e provocando oscilações gravitacionais violentas nos planetas exteriores.

Os modelos matemáticos formulados pelos astrofísicos Konstantin Batygin, Jim Fuller e Fred Adams serão agora submetidos a novas simulações para calcular com maior precisão o tempo que resta até o início das primeiras ejeções solares.

Com informações de Google Notícias e Olhar Digital.

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