Pesquisadores explicam nuvem gigante de gelo que surge nas manhãs do planeta Marte
Observação revelou estrutura geológica de quase dois mil quilômetros criada pelo ar frio batendo nas costas de uma cratera vulcânica
Cientistas aprofundaram as investigações sobre uma gigantesca nuvem de gelo alongada na superfície do planeta Marte. Com impressionantes 1.800 quilômetros de comprimento, a formação de atmosfera curiosa obedece a um longo ciclo e é capaz de reaparecer e desaparecer diariamente perto da chegada do verão sazonal no planeta vermelho.
As atualizações nos registros fotográficos provam que o local não é apenas um deserto vazio e inerte, possuindo um clima bastante violento que impacta as análises da engenharia espacial. A enorme quantidade de gelo suspenso cobre uma região equivalente a quase todo o tamanho do território do Reino Unido a cada novo nascer do sol.
Produzido por especialistas do laboratório europeu de Meteorologia Dinâmica e publicadas pela Nature, um detalhado estudo aponta as reações físicas naturais na montanha do vulcão. Conhecida tecnicamente pela sigla AMEC, a nuvem é "orográfica": cresce quando os ventos em alta velocidade chocam-se contra as paredes do vulcão extinto de 20 quilômetros de altura. Os ventos acabam subindo, congelam, descem para as margens do terreno e dissipam suas fumaças com o bater das temperaturas quentes da tarde.
Desde que foi detectado com espanto em meados de 2018, o caso segue como exemplo clássico do potencial tecnológico humano no século. Todo o avanço sobre o tema e o registro diário foram garantidos graças à Mars Express, um tipo de sonda espacial robótica colocada fora da Terra que viaja ao redor de Marte mandando sinais da órbita desde o ano de 2004.
Com informações de Google Notícias e Veja.
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