Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Ciência

Anomalia do campo magnético da Terra localizada sobre o Brasil sofre fratura no espaço

A barreira de proteção natural do planeta contra os ventos do Sol se dividiu em dois pontos enfraquecidos na América do Sul

A estrutura invisível que forma o campo magnético protetor da Terra acaba de sofrer uma divisão na extensa região conhecida como Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), que cobre grande parte do território brasileiro. Relatórios e observações espaciais mais recentes constataram que essa espécie de "buraco" na força magnética desenvolveu um segundo núcleo de intensidade mínima, efetivamente rachando a anomalia em dois polos distintos.

O fenômeno afeta de imediato o funcionamento da nossa tecnologia em órbita, mas não traz perigos biológicos diretos a quem está no solo sul-americano. Contudo, essa barreira é vital para a sobrevivência do planeta: gerado nos oceanos de ferro líquido no núcleo do globo, o campo desvia jatos constantes de matéria eólica do Sol, que sem resistência acabariam corroendo nossa atmosfera com o passar dos séculos.

O grande impacto contemporâneo da fenda na anomalia se concentra na integridade e vida útil das missões enviadas ao céu. Com a barreira magnética fraturada operando na potência mínima acima do Brasil, satélites de mapeamento e telecomunicações enfrentam picos altíssimos de radiação ao cruzar os céus da América do Sul, o que obriga os operadores a desligarem circuitos sensíveis toda vez que os equipamentos passam pelas coordenadas afetadas para evitar curtos-circuitos irreversíveis.

Os cientistas responsáveis pelo monitoramento climático continuarão a investigar o ritmo com que os novos centros duplicados da anomalia crescem no hemisfério. Até o momento, eles tentam entender as complexas movimentações de fluidos que operam a três mil quilômetros de profundidade para prever quando os buracos poderão afetar permanentemente não só os aparatos na exosfera, mas também a rotina de navegação a bordo de aviões comerciais.

Com informações de Google Notícias e Olhar Digital.

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