Pesquisadores captam pulsos de rádio provenientes de exoplaneta localizado a 64 anos-luz
Uso de radiotelescópio na África do Sul permitiu diferenciar os ruídos astronômicos e flagrar mundo equivalente a 12 vezes Júpiter
A comunidade científica alcançou um novo marco na corrida da observação extrassolar na tarde desta sexta-feira (2). Pela primeira vez num registro conclusivo, uma equipe astrofísica detectou evidências contínuas em rádio-escuta projetadas do exoplaneta intitulado formalmente de Beta Pictoris b — situado a enormes proporções de aproximadamente 64 anos-luz da esfera terrestre, distante do campo cósmico que compõe o Sistema Solar.
Em virtude das imensas variáveis interplanetárias que distorcem o panorama do Universo, o grupo do telescópio explicou as sutilezas em se separar o barulho caótico de uma estrela para pinçar os sinais autênticos do próprio astro que o rodeia. A complexa missão foi bem-sucedida usando os robustos radiotelescópios denominados MeerKAT, operacionais sob os céus desérticos e sem interferência da infraestrutura principal armada na África do Sul.
Apesar do forte simbolismo coloquial de as equipes "ouvirem" o espaço desconhecido, o trabalho instrumental baseia-se em medir os indícios não acústicos da radiação eletromagnética e suas variações da mesma grande matriz da luz tangível à visão e aos equipamentos de raios X. Dessa forma, as parabólicas colossais decodificam energias de banda e não microfones.
Com essa ferramenta focada, a comunidade extraiu traços imponentes deste habitante extrassolar em sua região estelar. O corpo principal das observações ostenta uma massa vertiginosa, estimada preliminarmente na marca de ser pelo menos 12 vezes superior ao volume gravitacional do colosso gasoso local, Júpiter, levando a expressiva marca de duas dezenas e quatro anos inteiros de nossa agenda na Terra para preencher um único ano lá fora.
Com informações de Folha e Google Notícias.
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