Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Economia

Gasto público cresce em ciclos eleitorais desde governos anteriores, diz FGV

Estudo do Ibre aponta salto nas despesas primárias na reta final de disputas presidenciais, repetindo padrão em 2022 e na atual gestão

Um levantamento feito por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aponta que o governo federal possui um histórico de acelerar os gastos primários às vésperas de ciclos eleitorais. Os dados, baseados nos registros da Secretaria do Tesouro Nacional, constam na Carta do Ibre de setembro.

O estudo retirou os efeitos sazonais e corrigiu os valores pela inflação para criar um índice, fixando os gastos do sétimo trimestre anterior a cada eleição no patamar de 100 pontos. Na eleição de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) perdeu a disputa para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as despesas públicas saltaram cerca de 11 pontos percentuais entre julho e setembro daquele ano.

Naquela corrida eleitoral, houve uma série de pacotes na reta final, como a antecipação do Auxílio Brasil, empréstimos consignados pela Caixa Econômica Federal e a inclusão de novas famílias nos programas sociais. Segundo o estudo, o padrão de pacotes e gastos eleitorais se repete na atual gestão, com forte impacto fiscal projetado em medidas recentes do Executivo.

Com informações de UOL e Google Notícias.

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