Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Economia

Tensão eleitoral leva índice de medo da Bolsa a recorde e dólar fecha a R$ 5,21

A dois dias da votação, cenário externo ajudou a conter a pressão no câmbio

Ibovespa
Gráfico histórico do Índice Bovespa · Foto: Rbaliq / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte aversão ao risco nesta sexta-feira (2), último pregão antes do primeiro turno das eleições. O índice S&P/B3 Ibovespa VIX, conhecido como "termômetro do medo", ultrapassou os 33 pontos, renovando sua máxima histórica desde que foi criado em março de 2024. A marca quebra a máxima anterior de 32,39 pontos, registrada na quinta-feira (1º).

O indicador funciona como um termômetro de incerteza da B3 e mede a expectativa de oscilações do índice Ibovespa para os próximos 30 dias. Valores acima da faixa dos 30 pontos sinalizam que o mercado aguarda um período de fortes e constantes oscilações, refletindo o nervosismo dos agentes econômicos.

O recorde no indicador de volatilidade reflete a postura defensiva dos investidores diante da disputa presidencial, avaliada como a mais acirrada da história do país. Mesmo com a tensão interna, o dólar à vista encerrou o dia em leve queda de 0,07%, cotado a R$ 5,21.

O comportamento da moeda americana foi impulsionado pelo cenário externo. Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório de empregos surpreendeu negativamente ao registrar a criação de apenas 29 mil vagas em setembro, bem abaixo das estimativas, elevando a taxa de desemprego a 4,2%.

Com os dados mais fracos da economia americana, aumentaram para mais de 80% as apostas de que o Federal Reserve manterá os juros do país estáveis na próxima reunião. A queda global nos preços do petróleo também ajudou a aliviar a pressão internacional sobre a taxa de câmbio nacional.

Com informações de Google Notícias e Money Times.

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