Pesquisa mostra que metade dos eleitores está decidida, mas parte admite o voto útil
Base de eleitores de candidatos fora das primeiras posições é a mais propensa a trocar o voto na reta final
A maioria do eleitorado chega à fase final da corrida presidencial com intenção de voto firmada, porém muitos ainda cogitam o chamado "voto útil" caso seu candidato tenha chances nulas de vitória. O levantamento feito pela Real Time Big Data, registrado no TSE sob o número BR-09503/2026, revelou nesta quinta-feira (1º) que 51% estão inteiramente decididos na sua escolha e outros 26% estão inclinados a votar em determinado concorrente. Apenas 15% dizem que continuam em processo de decisão, e 8% não pararam para pensar nisso.
Apesar da decisão, candidatos melhor posicionados têm uma base que resiste mais a mudanças. O percentual dos que trocariam o voto de última hora ao ver seu postulante fraco chega a apenas 4% entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 12% no grupo que prefere Flávio Bolsonaro (PL). Em contrapartida, as bases eleitorais de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) demonstram maior adesão ao voto útil: 55% e 53% destes eleitores, respectivamente, declaram que podem abandonar as candidaturas para buscar quem tem maior competitividade na reta final.
Na fatia ligada a Augusto Cury (Avante), a possibilidade divide opiniões de forma mais equitativa. Entre eles, 48% admitem rever a postura se perceberem que ele não deve vencer, contra 52% que manteriam a preferência de qualquer forma.
Com informações de UOL, Terra e InfoMoney.
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