Pesquisadora americana avalia que Lula e Flávio Bolsonaro geram apatia no eleitorado
Estudiosa do PT, Wendy Hunter aponta cansaço com o partido e falta de propostas sólidas de renovação política
A atual corrida pela presidência do Brasil, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não tem provocado grande comoção pública, de acordo com a análise de Wendy Hunter, cientista política da Universidade do Texas e profunda conhecedora da trajetória petista.
A autora norte-americana observa que a população brasileira exibe claros sinais de fadiga em relação a Lula e ao PT. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro e sua oposição também enfrentam dificuldades em gerar mobilização ou esperança renovada. "Vejo os dois lados apagados. Tanto Lula quanto Flávio geram pouco entusiasmo", definiu Hunter.
Para a estudiosa, a força do antipetismo continua consolidada não de forma estereotipada, mas devido à disseminação de um forte discurso voltado para a meritocracia, uma lógica que segundo ela também está crescendo na Argentina e reduzindo o apelo eleitoral de políticas puramente assistenciais.
Com informações de UOL e Folha.
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