Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Saúde

Pesquisadores da USP identificam nova rota molecular contra leishmaniose cutânea

Estudo publicado na revista científica Journal of Medicinal Chemistry aponta inibidores de enzima vital para o parasita da infecção

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP) identificaram uma nova estratégia molecular para combater a leishmaniose cutânea, segundo artigo publicado na revista especializada Journal of Medicinal Chemistry.

A descoberta representa um avanço essencial contra uma doença tropical negligenciada que provoca lesões graves na pele e atinge populações vulneráveis no Brasil e nas Américas. Os medicamentos disponíveis na rede pública foram desenvolvidos há décadas, apresentam alta toxicidade para os órgãos do paciente e enfrentam índices crescentes de resistência do parasita.

O estudo foi conduzido no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos e Fragmentos Moleculares (Craft) pela pesquisadora Thamires Quadros Froes, com supervisão dos professores Maria Cristina Nonato e Flávio da Silva Emery. A equipe desenvolveu os primeiros inibidores covalentes capazes de bloquear a enzima diidroorotato desidrogenase (DHODH), responsável pela síntese de componentes indispensáveis para a formação do DNA e do RNA do protozoário Leishmania braziliensis.

Com a interrupção da atividade dessa enzima, o micro-organismo perde a capacidade de se multiplicar no organismo humano e sofre degradação celular. A equipe científica planeja agora aprofundar os testes farmacológicos laboratoriais para sintetizar moléculas candidatas a ensaios clínicos em humanos nos próximos anos.

Com informações de Poder360 e Google Notícias.

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