Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Ciência

Pesquisadores em Portugal descobrem fóssil de ninfa de inseto de 298 milhões de anos

Achado raro na Bacia Carbonífera do Douro revela fóssil juvenil semelhante a uma libélula

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Pesquisadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) anunciaram nesta quarta-feira (14) a descoberta do fóssil de uma nova ninfa de inseto, parente primitiva das libélulas modernas, com idade estimada em cerca de 298 milhões de anos. O espécime foi localizado na mina da Paraduça, na região do Pejão, localizada no distrito de Aveiro, em Portugal.

O achado amplia o registro evolutivo global da vida terrestre durante o período Carbonífero Superior, época em que os primeiros grandes insetos povoavam florestas úmidas que deram origem às reservas mundiais de carvão. Como a maioria dos fósseis conhecidos daquele período pertence a animais adultos com asas preservadas, a identificação de um estágio juvenil permite compreender o ciclo reprodutivo e o desenvolvimento morfológico desses organismos ancestrais.

A identificação foi realizada pela pesquisadora Sara Silva, doutorada em Geociências, durante análises em camadas de xisto na Bacia Carbonífera do Douro. A professora Helena Couto, que integrou a pesquisa, explicou que ninfas fósseis dessa era são extremamente raras no mundo, uma vez que corpos sem asas completas e menos mineralizados se degradavam rapidamente antes do processo de fossilização.

Os pesquisadores portugueses preparam agora a publicação da caracterização anatômica completa da nova espécie em periódicos científicos internacionais. O fóssil permanecerá sob guarda do acervo paleontológico universitário para estudos comparativos com fósseis de outros continentes.

Com informações de Observador (Portugal), Público (Portugal) e Metrópoles.

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