Domingo, 18 de outubro de 2026
Brasil

PF aponta elo de Canella com milícia e tráfico em Belford Roxo

Investigação cita intermediação com Comando Vermelho e conexão com campanha de deputado

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Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, mantinha vínculos com chefes de milícias armadas e firmou entendimentos com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Os relatórios judiciais sustentam que os grupos armados atuavam como força de coerção para assegurar domínio territorial e eleitoral no município da Baixada Fluminense.

O caso expõe a infiltração de organizações criminosas na gestão municipal e nos mandatos legislativos do Rio de Janeiro. A apuração policial revela que um capitão da Polícia Militar servia de interlocutor entre a prefeitura e a facção, enquanto postos de combustíveis sob suspeita de lavagem movimentaram mais de R$ 37 milhões em contratos públicos com a administração da cidade.

O esquema de influência territorial também repercutiu nas eleições parlamentares, segundo parecer da Procuradoria Regional Eleitoral sobre a campanha do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. O parlamentar foi eleito deputado federal concentrando 60% de sua votação em Belford Roxo por meio de dobradinha com Canella, que contou com a participação de figuras ligadas a grupos paramilitares, a exemplo do ex-secretário de Esportes Fabinho Varandão, denunciado por extorsão armada.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) autorizou a participação dos candidatos na época do pleito, mas a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Canella. Em contato com os veículos de imprensa, a assessoria jurídica do ex-prefeito afirmou que não obteve acesso aos autos processuais, e as defesas dos demais envolvidos não foram localizadas.

Com informações de UOL, G1 e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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