Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Política

Plano de Flávio Bolsonaro de parar demarcações pode paralisar 286 terras indígenas

Medida afetaria processos em andamento na Funai e no Ministério da Justiça caso o candidato vença a eleição presidencial

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Flávio Bolsonaro
Candidato oposicionista em 2026. · Foto: Unknown photographer / Wikimedia Commons (Domínio público)

A promessa do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) de não homologar novas reservas indígenas deixaria sem conclusão 286 processos territoriais em andamento no Brasil, caso ele seja eleito no segundo turno em 25 de outubro de 2026.

A paralisação afeta diretamente comunidades tradicionais que aguardam a regularização de suas áreas históricas e amplia as disputas fundiárias no campo, impactando a preservação ambiental e a segurança jurídica de povos originários e produtores rurais.

A diretriz repete a política adotada durante o mandato de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O conjunto de áreas ameaçadas inclui 45 terras já delimitadas e aprovadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), 73 declaradas pelo Ministério da Justiça e 168 em levantamento preliminar de estudo. Em abril, durante a feira agropecuária Norte Show, em Sinop (MT), o senador afirmou publicamente a ruralistas que nenhuma nova reserva seria demarcada em sua gestão.

Procurada desde 13 de outubro, a campanha de Flávio Bolsonaro não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre demarcações e exploração em reservas existentes. Por outro lado, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, alertou que o plano representa um retrocesso nas políticas do setor e afirmou que oito terras estão atualmente aptas para receber decreto de homologação presidencial. O rumo das demarcações dependerá da definição das urnas na votação do próximo dia 25.

Com informações de UOL e Folha.

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