Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Política

Plano de Flávio Bolsonaro de tirar universidades federais do MEC gera reação de reitores

Proposta de campanha quer transferir gestão acadêmica para pasta da Ciência, mas dirigentes temem perda de verbas protegidas por lei.

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Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro recebe apoio de partidos políticos · Foto: Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O plano de governo do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) propõe retirar as universidades federais da estrutura do Ministério da Educação (MEC) e transferir a sua administração para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). A proposta foi incluída nas diretrizes de sua campanha eleitoral nesta terça-feira (13), resgatando um debate ventilado anteriormente durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A justificativa da candidatura é aproximar a produção acadêmica do setor produtivo, acelerando a transformação de pesquisas científicas em produtos industriais e empregos, já que as federais respondem por mais de 60% da produção científica nacional. Contudo, reitores e dirigentes acadêmicos manifestaram receio de que a transferência reduza o orçamento do ensino superior, uma vez que a educação possui um piso constitucional obrigatório de gastos da União, garantia que não existe para o setor de ciência e tecnologia.

Entidades representativas também apontam risco de fragmentação nas políticas educacionais, especialmente na formação de professores e na articulação entre o ensino universitário e a educação básica. A proposta intensificou o embate eleitoral: o MEC advertiu que eventuais cortes orçamentários defenderiam a redução de programas como o Pé-de-Meia e bolsas acadêmicas, enquanto porta-vozes da campanha de Flávio rebateram os alertas classificando a reação como corporativa.

Tentativas anteriores de transferir a tutela das universidades federais para pastas científicas ocorreram nos governos de Jair Bolsonaro e de Itamar Franco na década de 1990, mas não se concretizaram. Para entrar em vigor em um eventual mandato, a reestruturação dos ministérios dependerá de aprovação formal no Congresso Nacional.

Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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