Domingo, 11 de outubro de 2026
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Mundo

Polícia da Índia prende mais de 2 mil pessoas em protestos contra órgão eleitoral

Manifestações lideradas por movimento jovem continuam na capital após exclusão de 130 milhões de votantes

A polícia da Índia deteve mais de 2.000 manifestantes em Nova Délhi e realizou prisões em Mumbai durante protestos que continuaram neste domingo (11), segundo agências internacionais. Os atos foram convocados pelo Partido do Povo das Baratas (CJP), um movimento de base estudantil que exige a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar.

A mobilização ganha peso político porque coloca sob suspeita a lisura do sistema de votação do país mais populoso do mundo. Críticos e organizações sociais acusam a revisão oficial de ter excluído minorias religiosas, principalmente muçulmanos, e populações de baixa renda, o que pode alterar o equilíbrio de poder nas urnas.

A onda de indignação começou após a comissão eleitoral retirar 130 milhões de registros das listas de votantes em uma checagem iniciada no ano passado. O órgão público nega qualquer irregularidade e sustenta que a operação teve como única finalidade eliminar cadastros duplicados, pessoas falecidas e fraudes documentais.

A tensão aumentou no sábado (10) com a detenção de Abhijeet Dipke, principal liderança do movimento juvenil, logo após desembarcar no aeroporto da capital para participar da marcha, que não tinha autorização policial. O CJP informou que outros dois porta-vozes também foram levados sob custódia, e novas manifestações continuam previstas nas principais cidades indianas.

Com informações de Exame e Poder360.

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