Polícia espanhola desocupa acampamento de migrantes em Ceuta antes de visita real
Cerca de 3.000 pessoas viviam em tendas improvisadas em praia do exclave no norte da África
A polícia da Espanha concluiu neste domingo (4) a desocupação de um acampamento de migrantes na praia do Trampolim, no exclave de Ceuta, no norte da África. Cerca de 3.000 pessoas, que viviam em barracas e abrigos improvisados há dois meses, foram transferidas para alojamentos temporários de triagem ou devolvidas ao Marrocos.
A remoção tenta aliviar a pressão sobre os serviços locais e ocorre às vésperas da primeira visita do rei Felipe 6º e da rainha Letizia a Ceuta, marcada para os dias 13 e 14 de outubro. A presença de migrantes dormindo nas ruas tem gerado forte tensão no território de 80 mil habitantes, levando moradores a realizarem um protesto no sábado (3) para exigir a saída dos estrangeiros.
A crise atual começou no fim de julho, quando mais de 72 mil pessoas cruzaram a fronteira do Marrocos para Ceuta. Embora a maioria já tenha retornado ao país de origem, as autoridades estimam que cerca de 10 mil ainda permaneçam na cidade, causando sobrecarga nos sistemas de assistência.
A viagem do monarca espanhol acontece em um momento delicado, não apenas pela crise migratória, mas também pelas históricas reivindicações do Marrocos, que disputa a soberania sobre Ceuta e o exclave vizinho de Melilla. Os migrantes levados aos centros temporários aguardam agora a definição de seu status legal pelas autoridades espanholas.
Com informações de Público (Portugal), UOL e Folha.
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