Policiais acusados pela morte do advogado Davi Sebba enfrentam júri popular em Goiás
Vítima foi morta a tiros em 2012 no estacionamento de um supermercado no dia do nascimento do próprio filho.
Chegou a etapa decisiva de um dos processos mais alongados do estado de Goiás, encerrando a angústia arrastada da família do advogado Davi Sebba. Após passarem os últimos 14 anos engavetados entre recursos protelatórios e instâncias legais, o tenente Ednailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o soldado Jonathas Atenevir Jordão ingressaram no banco dos réus do Tribunal do Júri sediado em Goiânia, a partir desta quinta-feira (1º).
A vítima foi baleada no peito no final da tarde do dia 5 de julho de 2012, no estacionamento de um supermercado goiano, num crime que chocou a comunidade regional porque transcorreu simultaneamente à ocasião de sua esposa no hospital, parindo o único filho do casal. As polêmicas acompanharam as justificativas da corporação que sugeriram, como contexto da diligência que foi letal, investigações a respeito de uma comercialização de drogas supostamente promovida no local da morte de Sebba.
Companheiros do judiciário, amizades e parentes lutaram durante os longos anos cobrando celeridade na justiça, a ponto de financiarem uma campanha explícita de outdoors distribuídos no entorno metropolitano, instigando o combate ao esquecimento público. Os agentes envolvidos na ronda já haviam obtido absolvição temporária em 2017 para o assassinato perante a interpretação isolada dos tribunais, mas um recálculo impulsionado pelos promotores empurrou o veredito unânime das acusações sobre homicídio para o palco máximo do escrutínio dos jurados populares civis.
Com informações de Metrópoles e G1.
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