Policial civil é expulso dez anos após torturar comerciante iraniano em SP
Governo estadual formaliza a demissão e cassa a aposentadoria do investigador após esgotados os recursos judiciais
Dez anos após agredir um comerciante iraniano, o investigador da Polícia Civil de São Paulo, José Camilo Leonel, teve sua demissão e cassação de aposentadoria oficializadas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A determinação foi publicada nesta quinta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado.
O caso ocorreu em janeiro de 2016 e gerou revolta após imagens das câmeras de segurança virem a público. O policial atendeu a um pedido de uma amiga, que não aceitava a devolução de um tapete em forma de vale-compras, e dirigiu-se à loja da vítima, Navid Sayasan, na região dos Jardins, zona oeste da capital paulista.
Os vídeos flagraram Leonel agredindo o estrangeiro com socos e chutes, além de apontar uma arma de fogo para a sua cabeça na frente de funcionários. Em seguida, ele algemou o comerciante e acionou o grupo de elite da Polícia Civil.
O policial chegou a ser preso e foi condenado por tortura, abuso de autoridade e uso indevido de viatura, com a pena reduzida para sete anos em regime semiaberto. Desde 2017 ele cumpria o restante da pena em liberdade.
O Diário Oficial formalizou a perda do cargo porque a condenação na 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça transitou em julgado, ou seja, encerraram-se todas as possibilidades de recurso para a defesa.
Correção (01/10, 22h20): o título original dizia que a expulsão ocorria dezoito anos após o crime; o correto é dez anos.
Com informações de G1, Google Notícias e UOL.
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