Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Mundo

Política da Alemanha encara atritos internos em dia de memória do ataque do Hamas

Cerimônia na capital expôs disputas partidárias e acusações de antissemitismo contra líder da esquerda.

A repercussão internacional sobre os três anos do ataque do Hamas contra Israel expôs tensões na política regional de Berlim, na Alemanha. A pauta marcou as homenagens prestadas na cidade na quarta-feira (7) e culminou no esvaziamento da esquerda no evento de memória, após a candidata a futura prefeita, Elif Eralp, não ser convidada para as ações na praça central.

A exclusão de Eralp ocorreu devido às denúncias de que parte do partido dela, o A Esquerda, seria tolerante aos casos de antissemitismo do país. No ápice da cerimônia na praça Bebelplatz — que é marcada historicamente pela queima de livros liderada por tropas nazistas em 1933 —, autoridades dispararam mensagens contrárias a esse eventual comando na prefeitura, que nos moldes alemães conta como papel de governador estadual.

Durante o encontro público, o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, e o embaixador de Israel, Ron Prosor, alertaram sobre os perigos da ideologia ascender ao Legislativo. Em seu discurso, o diplomata reforçou que agentes da administração municipal intolerantes com judeus não podem circular em governos sob nenhuma justificativa eleitoral.

O racha no compasso moral contagiou também o centro espectro. Nas vésperas da homenagem às vítimas do Oriente Médio, o líder da centro-direita no parlamento, Friedrich Merz, fez duras críticas a políticos do próprio campo, alegando que alianças em votação com a legenda de extrema direita alemã Alternativa para a Alemanha (AfD) são inaceitáveis nos dias de hoje.

Com informações de UOL e Folha.

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