Sábado, 03 de outubro de 2026
Mundo

Premiê da Espanha avalia antecipar eleições após milhares protestarem por moradia

Multidão marchou rumo à Praça Cibeles em Madri depois de Congresso derrubar pacote de medidas que protegia inquilinos

Uma grande onda de protestos contra a escalada dos preços da moradia tomou as ruas da Espanha neste fim de semana, aumentando a pressão política sobre o primeiro-ministro Pedro Sánchez. Em Madri, milhares de manifestantes marcharam em direção à Praça Cibeles exigindo soluções contra a especulação imobiliária, sob o lema "rumo à greve geral".

As mobilizações ganharam força após o Congresso espanhol ter rejeitado, nos últimos dias, um conjunto de decretos que pretendia frear a crise habitacional. Uma das propostas derrubadas pelo Legislativo tentava, por exemplo, impedir judicialmente que proprietários promovessem despejos contra inquilinos considerados vulneráveis.

O revés institucional deixou o governo nacional fragilizado no momento em que grande parte da população enfrenta dificuldades para comprar ou alugar a própria casa.

Diante do cenário e do grande volume de manifestantes, a administração central está revendo suas estratégias de sobrevivência. Pedro Sánchez avalia, de acordo com fontes locais, a possibilidade de convocar eleições legislativas antecipadas, tentando contornar a paralisia do Congresso e o descontentamento popular.

O tamanho e a intensidade dos protestos, que reuniram centenas de milhares em várias cidades do país, serão decisivos para o primeiro-ministro avaliar se leva o país a um novo pleito ou tenta renegociar alianças no parlamento atual.

Com informações de RTP Notícias (Portugal) e Público (Portugal).

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