Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Primeira eutanásia infantil na Holanda foi em criança de 2 anos

Relatório recente detalhou o caso do bebê nascido muito prematuro que sofria com epilepsia incontrolável, ausência de fala, visão e locomoção.

Um relatório do Ministério Público da Holanda revelou detalhes sobre o primeiro caso de eutanásia infantil aprovado no país sob a nova legislação, que, desde 2024, permitiu a interrupção da vida de crianças na faixa etária de um a doze anos em situações de sofrimento insuportável e incurável. Trata-se de uma criança de quase dois anos de idade, cuja saúde foi severamente afetada após nascer prematura, em uma viagem de férias da família com apenas 26 semanas de gestação.

De acordo com o documento, a criança não falava, não andava, não enxergava e possuía o desenvolvimento neurológico compatível com o de um bebê de seis semanas. Devido às lesões cerebrais oriundas de sucessivas infecções logo nos primeiros dias de vida, a criança desenvolveu epilepsia grave não tratável. As convulsões constantes a impediam de dormir e traziam episódios de engasgos severos que impossibilitavam a alimentação. Ela também não tinha força para tossir, ficando sem ar e acumulando muco pulmonar constantemente.

A família e os médicos discutiram amplamente o cenário antes de tomar a decisão no fim de 2025. O comitê responsável avaliou que a dependência completa (24 horas) para todas as atividades básicas e a evolução dolorosa tornavam o sofrimento da criança algo "sem qualquer perspectiva de melhora". O relatório do MP concluiu que o médico agiu estritamente dentro da lei e das normas médicas, isentando-o de processo legal.

Com informações de Google Notícias e G1.

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