Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Primeiro-ministro britânico admite possibilidade de retorno do Reino Unido à União Europeia

Andy Burnham diz que o Brexit trouxe mais prejuízos do que benefícios e quer avaliar opções para o futuro com o bloco

Primeiro-ministro britânico admite possibilidade de retorno do Reino Unido à União Europeia

O debate sobre a integração europeia voltou à mesa do governo britânico. O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham (Partido Trabalhista), afirmou nesta quarta-feira (30) que o retorno do país à União Europeia (UE) é uma das opções a serem consideradas para o futuro das relações bilaterais, apontando que o Brexit gerou danos consideráveis ao país.

Durante uma entrevista à rádio BBC, o premiê foi questionado sobre as alternativas para a relação com os europeus, após discursar no congresso de seu partido. Burnham listou diferentes cenários: a manutenção do status quo, a volta à união aduaneira ou ao mercado único e, por fim, "ir até o fim" em uma possível reincorporação total à UE. Ele defendeu que todas as possibilidades sejam examinadas em relação às suas vantagens e viabilidade.

Burnham assumiu o cargo em julho, após a renúncia de Keir Starmer. Desde antes de chegar ao comando do governo, o líder trabalhista não escondia seu descontentamento com o Brexit — do qual foi crítico na campanha de 2016. Estudos acadêmicos sugerem que a saída do bloco resultou em um Produto Interno Bruto (PIB) até 8% menor, além de reduções no emprego e nos investimentos.

Apesar da nova retórica favorável a um debate aberto, não há uma decisão tomada. Uma cúpula para discutir parcerias de longo prazo entre o Reino Unido e a UE deve acontecer até o final do ano. Internamente, a posição do primeiro-ministro já enfrenta resistência de opositores que acusam o governo de trair o referendo ou de querer reabrir antigas feridas políticas. A próxima cúpula entre as partes debaterá impasses comerciais, sobretudo as proteções da política 'Made in Europe', na qual Londres busca garantir equidade de tratamento para os produtos britânicos.

Com informações de portalnewstvc.lfdev.tech.

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