Sábado, 03 de outubro de 2026
Mundo

Promotoria reabre investigação de estupro coletivo em universidade de elite dos EUA

Estudante alega ter sido abusada por sete homens em uma fraternidade de Cornell; universidade é criticada por punições brandas

Universidade Cornell
Foto: P. Hughes / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Um promotor do estado de Nova York reabriu as investigações sobre um suposto estupro coletivo cometido por estudantes da Universidade Cornell. O caso teria ocorrido em outubro de 2024 na fraternidade Chi Phi. A vítima, identificada na ação civil sob o pseudônimo Jane Doe, alega ter sido forçada a consumir drogas e álcool antes de ser estuprada e maltratada por sete homens durante sete horas.

A denúncia inclui capturas de tela do grupo de mensagens da fraternidade, onde os agressores supostamente convidavam outros colegas a irem ao quarto. O caso causou forte indignação popular devido ao fato de ninguém no grupo de 50 estudantes ter alertado as autoridades. Na época, a vítima denunciou o crime à universidade, mas a instituição apenas suspendeu a fraternidade temporariamente e expulsou dois dos sete acusados.

Segundo o promotor, a reabertura ocorreu porque novas evidências, que não haviam sido comunicadas à Justiça anteriormente, foram apresentadas. Políticos como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez criticaram a postura da Universidade Cornell — que integra o prestigiado grupo Ivy League —, afirmando que o caso reflete um sistema que protege membros de fraternidades e normaliza a violência nos campi americanos.

Com informações de Google Notícias, RFI Brasil e UOL.

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