Sábado, 10 de outubro de 2026
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Proposta da presidência irlandesa prevê corte de 8% no Orçamento da União Europeia

Medida de compromisso enfrenta oposição tanto de parlamentares quanto dos países membros mais austeros, travando as negociações financeiras.

A presidência irlandesa, que lidera temporariamente a União Europeia, apresentou uma nova proposta para o Orçamento Comunitário do bloco diplomático e financeiro prevendo uma redução geral de 8% nos gastos em relação ao plano orçado pelas comissões centrais. A tesourada das contas atinge quase todas as políticas públicas e áreas de atuação europeia, embora o chamado envelope nacional de coesão — fatia essencial para nações como Portugal — tenha sido poupado da nova rodada de restrições.

O impasse orçamentário evidencia as tensões financeiras que racham o continente nos últimos anos. Ao propor os cortes, o governo irlandês tenta arbitrar um equilíbrio contábil difícil para acomodar as 27 nações do bloco. A tarefa consiste em distribuir os fundos comuns tentando aplacar o rigor de nações que exigem austeridade extrema, sem paralisar programas de infraestrutura e subsídios fundamentais aos países do leste e do sul, defensores do investimento comunitário.

A tentativa de meio-termo, apelidada diplomaticamente de "nego box", acabou isolada e rejeitada pelas principais partes envolvidas. O Parlamento Europeu taxou o corte das despesas como inaceitável, mesma postura assumida pelos líderes dos países dependentes da verba comunitária. No outro extremo, os Estados-membros autointitulados "frugais", que são contribuintes líquidos e defendem cofres fechados, alegam que o percentual sugerido é muito brando e exigem cortes de gastos mais profundos.

Com informações de RTP Notícias (Portugal) e Público (Portugal).

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