Domingo, 25 de outubro de 2026
Urgente Zanin estende horário de votação em todo o país até as 19h
Política

Prorrogação de votação por Zanin no STF gera atrito e queixas de ministros no TSE

Magistrados da corte eleitoral apontam interferência indevida da Suprema Corte nas regras do pleito

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Kassio Nunes Marques
Ministro Kassio Nunes Marques · Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Domínio público)

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manifestaram insatisfação com a decisão monocrática tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h neste domingo (25/10/2026).

A cúpula da corte eleitoral avaliou a determinação judicial como uma interferência direta nas atribuições exclusivas do tribunal que administra o pleito. A ordem do ministro do STF foi publicada depois das 17h, momento em que as urnas eletrônicas começavam a ser travadas pelo horário regular de Brasília, sem que o plenário do TSE tivesse deliberado sobre eventuais extensões operacionais.

Mais cedo, às 16h, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, já havia requisitado esclarecimentos urgentes ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) após constatar falhas na circulação da frota de transporte coletivo. A extensão concedida representa um marco inédito na história eleitoral do país, já que em 2022, diante de bloqueios rodoviários promovidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o então presidente da corte, ministro Alexandre de Moraes, decidiu manter o encerramento rígido às 17h. O episódio aprofunda um desgaste institucional iniciado em setembro, quando Nunes Marques enviou ofício ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, alertando contra sobreposições de competência entre os dois tribunais.

Após a conclusão da contagem dos votos nas capitais e nos municípios, integrantes do tribunal eleitoral devem se reunir administrativamente em Brasília para avaliar os reflexos regimentais da decisão e definir parâmetros para evitar novos conflitos de jurisdição nos próximos pleitos.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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