Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Saúde

Proteína do parasita de Chagas vira alvo promissor para novo tratamento

Estudo da USP reduz produção de molécula em laboratório e consegue bloquear a infecção em células humanas

Pesquisa de laboratório
Manipulação de amostras em pesquisa científica · Foto: Agência FAPESP (CC BY)

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram um alvo promissor para o desenvolvimento de tratamentos inéditos contra a doença de Chagas. O grupo de cientistas conseguiu bloquear o ciclo de infecção do parasita Trypanosoma cruzi em testes de laboratório ao reduzir a produção de uma proteína chamada IP6K.

A descoberta representa um avanço importante por apontar uma possível falha no desenvolvimento do patógeno, o que abre caminho para a criação de medicamentos mais eficazes no futuro. Quando a proteína não existe em níveis adequados, o parasita simplesmente perde a capacidade de se diferenciar para sua forma infectante dentro de células cardíacas humanas.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Communications Biology e envolveram desafios na bancada de testes. A professora Thaise Lara Teixeira, coautora do estudo, explica que os pesquisadores chegaram a desenvolver uma versão deficiente do parasita que, embora entrasse na célula e se replicasse de forma custosa, tinha a evolução prejudicada a cada novo ciclo de infecção no sangue.

As dificuldades encontradas pelos pesquisadores em produzir em laboratório parasitas completamente sem a proteína também serviram como prova de que a IP6K desempenha uma função vital para a sobrevivência do micro-organismo transmissor da doença.

Com informações de Agência FAPESP, Estado de Minas, UOL e Folha.

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