Protestos violentos de estudantes mantêm centenas de escolas fechadas na França
Onda de manifestações espalhadas pelo país cobra reformas urgentes na infraestrutura e a contratação de novos professores.
Até 500 escolas permaneceram fechadas na França nesta segunda-feira (5) em decorrência de uma forte onda de protestos violentos conduzidos por estudantes em várias partes do país. Durante os graves confrontos registrados com as forças de segurança, um manifestante teve a mão mutilada por conta de uma explosão nas ruas.
A paralisação revela o descontentamento coletivo com a crise estrutural no sistema de educação local. Os estudantes exigem do governo soluções imediatas para cobrir as frequentes ausências de professores, reformar os prédios deteriorados pelas falhas de manutenção e reduzir as exaustivas jornadas letivas das escolas.
A onda de mobilizações começou de maneira isolada em uma instituição de ensino de Paris, no dia 17 de setembro, mas acabou inspirando outras regiões a aderirem ao movimento nas semanas seguintes. O chefe da polícia de Paris classificou publicamente a situação do levante como fora do controle das autoridades locais.
Frente à gravidade do conflito com os alunos, a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, ressaltou à televisão local que a prioridade urgente do país é restaurar a ordem pública e conter a destruição. O fechamento preventivo das centenas de unidades continua a ser monitorado pelo Ministério da Educação da França.
Com informações de The Independent, The Japan Times, France 24 e Al Jazeera.
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