Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Política

Puxada por parlamentares de direita, bancada feminina no Senado cresce 80%

Casa legislativa terá 18 mulheres a partir de 2027, o que representa um recorde, embora distante da proporção nacional.

Plenário do Senado
Sessão no plenário do Senado Federal · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

As eleições de 2026 resultaram na escolha de 12 novas senadoras neste domingo (4), o que fará a bancada feminina do Senado Federal crescer 80% a partir do ano de 2027. Com o resultado nas urnas, a Casa Legislativa passará a contar com um total de 18 mulheres, o maior número já registrado na história, puxado pela eleição de parlamentares ligadas a partidos de direita.

Embora represente um avanço numérico considerável, o percentual de 22,2% das cadeiras ocupadas por mulheres na Casa ainda fica bastante distante da proporção de eleitoras no Brasil, que soma 51,5% da população. Para efeito de comparação, a legislatura que começou em 2023 contava com apenas dez senadoras no total (quatro eleitas e seis remanescentes).

Das 12 recém-eleitas, sete pertencem a siglas da direita, como PL e Republicanos, além de quatro de legendas de esquerda e uma do MDB, considerado de centro. O Distrito Federal ganhou destaque ao formar a primeira bancada integralmente feminina de sua história, elegendo Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), que atuarão ao lado de Damares Alves (Republicanos). Outro destaque é Pernambuco, que renovou as cadeiras com Marília Arraes (PDT) e o atual senador Humberto Costa (PT).

Com informações de UOL, Metrópoles, Brasil de Fato e Folha.

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