Sábado, 24 de outubro de 2026
Ciência

Queimadas e desmate fazem Amazônia liberar mais carbono do que absorve, diz estudo

Pesquisa publicada na revista Nature aponta emissão líquida de 1,17 bilhão de toneladas de CO2 por ano na floresta

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A Floresta Amazônica emitiu para a atmosfera uma média anual de 1,17 bilhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2) a mais do que conseguiu absorver entre 2010 e 2024, de acordo com pesquisa liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e publicada na revista científica Nature.

O resultado indica que a maior floresta tropical do planeta passou a funcionar como fonte líquida de gases de efeito estufa em vez de sumidouro, acelerando as mudanças climáticas e elevando a urgência de metas rígidas de preservação ambiental.

O levantamento, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), baseou-se em 15 anos de medições aéreas na região. As queimadas responderam pela liberação de 1,47 bilhão de toneladas de carbono a cada ano, superando a taxa de absorção vegetal da mata viva, que ficou restrita a 300 milhões de toneladas anuais. Os pesquisadores alertam que a floresta se aproxima de um ponto de não retorno, estágio em que perde a capacidade de auto-regeneração e pode se converter em savana degradada.

O alerta coincide com a escalada de incêndios em 2026, período em que o Inpe já contabilizou mais de 41,3 mil focos de calor em menos de dez meses — índice próximo ao total de 43,1 mil registros de todo o ano passado —, com fumaça cobrindo a região metropolitana de Manaus e outros municípios do Norte do país.

Com informações de Folha e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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